Graduação

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O ensino florestal no Brasil iniciou-se em 1960 com a instalação do primeiro curso de graduação em Engenharia Florestal no país. Ao longo das décadas seguintes, o ensino expandiu-se com o estabelecimento de sete cursos na década de 1970, seguido por mais cinco na década de 1980 e outros cinco na década de 1990, totalizando 20 escolas de ensino florestal até o ano 2000. A partir daí, o ensino florestal apresentou crescimento abrupto, triplicando o número de cursos de graduação até 2017.

Em 2023, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), existem ao menos 71 cursos de bacharelado em Engenharia Florestal na modalidade presencial em todo o país, oferecidos por 62 instituições de ensino superior.

Figura 49 - Número de instituições e cursos de graduação em Engenharia Florestal no Brasil entre 2018 e 2023.

Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC, 2024).

A maioria dos cursos de Engenharia Florestal está concentrada nas regiões Norte (31%) e Sudeste (23%), que juntas abrigam 50% das instituições que oferecem esses cursos no Brasil.

Figura 50 - Número de cursos e instituições de graduação em Engenharia Florestal por regiões do Brasil em 2023.

Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC, 2024).

Em 2023, as universidades brasileiras disponibilizaram 7,7 mil vagas para cursos de graduação em Engenharia Florestal, representando um aumento de 20% em relação a 2018. No entanto, o número de novos estudantes é bem inferior ao total de vagas, com uma queda de 23% nas matrículas desde 2018. Tendência similar é observada no número de formandos. Em 2023, havia 9,3 mil alunos matriculados no curso, e aproximadamente mil estudantes concluíram a graduação em Engenharia Florestal no mesmo ano.

Figura 51 - Número de vagas disponíveis e número de alunos ingressantes nos cursos de graduação em Engenharia Florestal no Brasil entre 2018 e 2023.

Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC, 2024).

Figura 52 - Número de alunos matriculados e número de alunos formandos nos cursos de graduação em Engenharia Florestal no Brasil entre 2018 e 2023.

Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC, 2024).

Em 2018, a distribuição de estudantes de Engenharia Florestal por gênero era equilibrada, com uma leve maioria masculina. Contudo, essa dinâmica se inverteu nos anos seguintes, com as pessoas do gênero feminino sendo maioria nos cursos de Engenharia Florestal.

Figura 53 - Número de alunos ingressantes nos cursos de graduação de Engenharia Florestal no Brasil entre 2018 e 2023 segundo gênero do aluno.

Fonte: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC, 2024).

Pós-graduação

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O ensino de pós-graduação em Engenharia Florestal no Brasil iniciou-se na década de 1970. Em 1973, a Escola de Curitiba criou o primeiro curso de mestrado em Engenharia Florestal do Brasil, sendo seguida por Viçosa e pela Universidade de São Paulo (USP) em 1976, e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA) em 1980. Em 1982, a Escola de Curitiba também inaugurou o primeiro curso de doutorado em Engenharia Florestal no país, seguido por Viçosa em 1989.

As informações sobre os cursos de pós-graduação no Brasil são fornecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), órgão vinculado ao Ministério da Educação. Esta publicação tem como base os dados abertos da CAPES, que apresenta dados detalhados de discentes, docentes e programas.

Figura 54 - Cursos de pós-graduação vinculados à área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal.

Fonte: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC, 2024).

Em 2018, o Brasil contava com 42 programas de pós-graduação na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, incluindo mestrado, mestrado profissional e doutorado. Esse número cresceu para 43 cursos em 2019 e se manteve estável até 2022. Já para instituições, em 2018 os cursos estavam distribuídos em 23 Instituições de Ensino Superior, aumentando para 24 em 2020 e se mantendo estável até 2022. Entre 2018 e 2022, 13 instituições ofereciam cursos de doutorado e duas ofereciam cursos de mestrado profissional.

Tabela 35 - Número de instituições (I) e Programas de Pós-Graduação (P) na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal no Brasil entre 2018 e 2022 1. Baixar dados

Programa de Pós-Graduação 2018 2019 2020 2021 2022
P I P I P I P I P I
Ciência e Tecnologia da Madeira 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1
Ciência Florestal 7 4 7 4 7 4 7 4 7 4
Ciências Ambientais e Florestais 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1
Ciências de Florestas Tropicais 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1
Ciências Florestais 12 8 13 9 13 9 13 9 13 9
Ciências Florestais e Ambientais 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3
Engenharia de Biomateriais 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1
Engenharia Florestal 8 5 8 5 8 5 8 5 8 5
Gestão de Áreas Protegidas na Amazônia 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
Recursos Florestais 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1
Tecnologia de Celulose e Papel 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
Total 42 23 43 24 43 24 43 24 43 24

Fonte: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC, 2024).

1 O número de programas é a soma dos programas de mestrado, mestrado profissional e doutorado.

Figura 55 - Cursos de pós-graduação por nível de escolaridade na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal em 2022.

Fonte: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC, 2024).

Das 24 instituições que ofertavam cursos de pós-graduação na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal em 2022, oito estão localizadas na região Sudeste, totalizando 20 cursos e 236 docentes. Além disso, as regiões Norte e Sul possuem cinco instituições cada uma, com sete e oito cursos e 122 e 115 docentes, respectivamente.

Figura 56 - Cursos, docentes e instituições de pós-graduação na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal no Brasil em 2022.

Fonte: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC, 2024).

Entre 2018 e 2022, o número de docentes nos cursos de pós-graduação na área florestal passou de 547 para 550 em 2019, mas caiu para 526 em 2022. O curso com maior número de professores em 2022 foi Ciências Florestais, com 141 docentes, seguido de Engenharia Florestal, com 120.

Tabela 36 - Número de docentes por Programas de Pós-Graduação na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal no Brasil entre 2018 e 2022 1. Baixar dados

Programa de Pós-Graduação 2018 2019 2020 2021 2022
Ciência e Tecnologia da Madeira 14 14 14 14 13
Ciência Florestal 97 100 96 91 92
Ciências Ambientais e Florestais 24 22 21 27 27
Ciências de Florestas Tropicais 25 24 24 25 25
Ciências Florestais 141 152 141 150 141
Ciências Florestais e Ambientais 57 57 54 55 53
Engenharia de Biomateriais 17 17 18 18 19
Engenharia Florestal 132 126 127 125 120
Gestão de Área Protegidas na Amazônia 32 32 29 33 29
Recursos Florestais 29 28 31 31 31
Tecnologia de Celulose e Papel 10 12 11 10 11
Total de docentes únicos 547 550 535 545 526

Fonte: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC, 2024).

1 O número de docentes corresponde ao total de docentes registrados em cada ano, sem representar a soma dos programas de pós-graduação, pois um mesmo docente pode estar vinculado a mais de um programa.

Em relação ao número de discentes, 1.298 alunos estavam matriculados em programas de pós-graduação na área florestal em 2022. Neste ano, houve a titulação de 435 alunos, sendo 273 de mestrado, 156 de doutorado e 6 de mestrado profissional.

Tabela 37 - Número de discentes matriculados e titulados nos cursos de pós-graduação na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal no Brasil entre 2018 e 2022 1. Baixar dados

Ano Discente Mestrado profissional Mestrado Doutorado Total
2018 Matriculado 15 790 703 1.508
Titulado 18 376 171 565
2019 Matriculado 16 794 672 1.482
Titulado 11 351 186 548
2020 Matriculado 11 759 639 1.409
Titulado 2 333 152 487
2021 Matriculado 29 717 666 1.412
Titulado 2 312 132 446
2022 Matriculado 19 659 620 1.298
Titulado 6 273 156 435

Fonte: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC, 2024).

1 O número de matriculados corresponde às matrículas efetivas de cada ano, ou seja, um aluno regular realiza sua matrícula anualmente até a conclusão de sua titulação.

Em relação ao ingresso dos estudantes, em 2022 foram 272 novos estudantes de mestrado e 128 de doutorado na área de Engenharia Florestal e Recursos Florestais. No entanto, desde 2018, o número de ingressos vem diminuindo, com uma redução de 36% nos cursos de mestrado e 28% nos cursos de doutorado. Neste período, dos 2.501 estudantes que ingressaram, 22 abandonaram e 51 foram desligados do curso de pós-graduação.

Figura 57 - Número de alunos ingressantes nos cursos de pós-graduação na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal no Brasil entre 2018 e 2022.

Fonte: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC, 2024).

Dos estudantes que ingressaram nesse período, 99% são brasileiros (Figura 5). Ainda assim, o Brasil também recebeu pós-graduandos de 15 países, principalmente de Moçambique (7 discentes) e Peru (5 discentes).

Figura 58 - Número de alunos ingressantes nos cursos de pós-graduação na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal entre 2018 e 2022 por país de origem.

Fonte: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC, 2024).