Os dados da produção e da extração vegetal do Brasil são fundamentais para entender a dinâmica dos recursos florestais madeireiros e não madeireiros provenientes da agricultura, silvicultura e extrativismo em áreas naturais. A produção vegetal engloba alimentos e matérias-primas cultivados no país, como madeira de florestas plantadas (silvicultura), além de produtos de espécies nativas do Brasil que foram domesticadas para cultivo em larga escala, como o açaí, a erva-mate, a borracha e a castanha-de-caju. Por outro lado, a extração vegetal refere-se à obtenção de recursos naturais renováveis por meio do extrativismo, como madeira, borracha, castanhas e frutos silvestres coletados em formações florestais naturais e espontâneas. Informações e dados sobre esses temas são divulgados anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possibilitando realizar a análise da quantidade, diversidade e distribuição geográfica dos recursos vegetais explorados.
A Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) do IBGE oferece informações e estatísticas sobre a quantidade e o valor dos principais produtos madeireiros e não-madeireiros obtidos por meio do processo de exploração dos recursos florestais naturais (extrativismo vegetal) ou da exploração de maciços florestais plantados (silvicultura/cultivo).
Já a Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), também do IBGE, coleta informações sobre a produção florestal de origem plantada, classificadas como culturas e lavouras permanentes. Assim, a pesquisa fornece dados sobre a área plantada, área destinada à colheita, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção de produtos florestais madeireiros e não-madeireiros. Esses dados permitem uma análise detalhada da diversidade de recursos explorados, dos métodos de extração utilizados e das regiões onde ocorre a coleta.
Adicionalmente, a Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE fornece informações detalhadas sobre o desempenho da indústria brasileira, incluindo os setores ligados à transformação de produtos florestais. Os produtos florestais madeireiros analisados pela PIA referem-se principalmente ao processamento de madeira proveniente de florestas nativas e plantadas, e incluem uma ampla variedade de produtos resultantes do desdobramento e beneficiamento industrial da madeira. Assim, a PIA coleta uma ampla gama de informações econômico-financeiras, incluindo quantidade produzida e valor da produção, fornecendo informações essenciais para entender a dinâmica do setor industrial madeireiro brasileiro.
Produtos Florestais Madeireiros (PFM)
A produção madeireira brasileira provém, principalmente, de áreas de plantios florestais. Em 2023, 95% do carvão vegetal, 94% da madeira em tora e 74% da lenha tiveram origem em áreas plantadas. Observa-se uma tendência de aumento na produção madeireira nos últimos anos, exceto para carvão vegetal, que apresentou uma redução na extração em 2023, com uma queda de 444 mil toneladas em relação ao ano anterior.
| Produto | Origem | 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Carvão vegetal (mil t) | Natural | 339 | 372 | 374 | 442 | 473 | 379 |
| Plantada | 6.091 | 6.018 | 6.184 | 6.859 | 7.122 | 6.772 | |
| Total | 6.430 | 6.390 | 6.558 | 7.300 | 7.595 | 7.151 | |
| Lenha (mil m³) | Natural | 20.087 | 19.215 | 19.322 | 19.063 | 19.723 | 19.502 |
| Plantada | 52.518 | 51.222 | 50.359 | 51.573 | 52.687 | 55.729 | |
| Total | 72.606 | 70.437 | 69.681 | 70.637 | 72.410 | 75.231 | |
| Madeira em tora (mil m³) | Natural | 11.617 | 12.096 | 11.379 | 15.003 | 12.405 | 11.286 |
| Plantada | 146.439 | 130.911 | 143.341 | 148.554 | 168.263 | 173.138 | |
| Total | 158.056 | 143.006 | 154.720 | 163.557 | 180.668 | 184.424 |
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
Os produtos madeireiros são usados principalmente pela indústria (58%), enquanto 42% são destinados como combustível. A maior parte desses recursos florestais provém de plantios.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1Madeira para uso industrial é a madeira utilizada para a produção de celulose, serrados, laminados, chapas e outros usos. A madeira para uso combustível é proveniente da soma de lenha e carvão transformado em lenha (1m³ lenha = (1t carvão x 1000/250) x2).
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1Madeira para uso industrial é a madeira utilizada para a produção de celulose, serrados, laminados, chapas e outros usos. A madeira para uso combustível é proveniente da soma de lenha e carvão transformado em lenha (1m³ lenha = (1t carvão x 1000/250) x2).
Em 2023, foram comercializados R$ 35,1 bilhões em produtos madeireiros no Brasil. O valor do metro cúbico da madeira em tora extraída de florestas naturais é mais alto que o da madeira proveniente da silvicultura. Em contrapartida, o preço da lenha de áreas naturais é menor que o valor da lenha obtida de florestas plantadas. O preço da tonelada de carvão proveniente de florestas plantadas, em 2023, passou a ser superior ao valor observado em florestas naturais.
| Produto | Origem | Valor (milhões R$) | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | ||
| Carvão vegetal | Natural | 345 | 409 | 444 | 525 | 553 | 408 |
| Plantada | 5.378 | 5.030 | 6.719 | 7.423 | 7.393 | 7.488 | |
| Total | 5.722 | 5.439 | 7.163 | 7.948 | 7.946 | 7.895 | |
| Lenha | Natural | 691 | 642 | 655 | 653 | 695 | 712 |
| Plantada | 2.816 | 2.772 | 2.844 | 2.998 | 3.721 | 4.266 | |
| Total | 3.508 | 3.414 | 3.499 | 3.651 | 4.415 | 4.978 | |
| Madeira em tora | Natural | 2.443 | 2.639 | 2.459 | 3.294 | 2.918 | 2.861 |
| Plantada | 12.824 | 11.529 | 13.325 | 15.281 | 17.285 | 19.404 | |
| Total | 15.268 | 14.168 | 15.784 | 18.576 | 20.203 | 22.265 | |
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1 Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Produtos Florestais Não Madeireiros (PFNM)
Produtos extraídos de florestas naturais
Os principais produtos extraídos de florestas naturais em 2023 foram erva-mate, açaí, pequi, castanha-do-pará e amêndoas de babaçu, que juntos representaram aproximadamente 80% da receita total obtida com produtos não madeireiros de florestas nativas.
| Produto | Extração (t) | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | |
| Açaí (fruto) | 221.646 | 222.706 | 220.489 | 227.118 | 247.034 | 238.891 |
| Babaçu (amêndoa) | 50.804 | 48.706 | 37.946 | 32.076 | 30.477 | 26.475 |
| Borracha (látex coagulado) | 866 | 842 | 925 | 962 | 997 | 1.429 |
| Buriti | 497 | 476 | 482 | 473 | 422 | 407 |
| Carnaúba | 1.389 | 1.441 | 1.398 | 1.427 | 1.490 | 1.514 |
| Carnaúba (cera) | 1.124 | 905 | 805 | 736 | 645 | 584 |
| Carnaúba (pó) | 17.943 | 19.465 | 19.453 | 19.841 | 18.592 | 15.936 |
| Castanha-de-caju | 1.421 | 1.779 | 1.939 | 1.769 | 1.551 | 1.574 |
| Castanha-do-pará | 34.170 | 32.905 | 33.118 | 32.537 | 38.169 | 35.351 |
| Copaíba (óleo) | 165 | 159 | 163 | 170 | 265 | 299 |
| Cumaru (amêndoa) | 170 | 127 | 117 | 116 | 136 | 125 |
| Erva-mate | 346.941 | 371.659 | 426.034 | 505.504 | 441.755 | 425.829 |
| Jaborandi (folha) | 295 | 296 | 296 | 291 | 300 | 245 |
| Licuri (coquilho) | 1.078 | 1.050 | 1.067 | 1.037 | 1.100 | 1.160 |
| Mangaba (fruto) | 1.751 | 1.749 | 1.976 | 2.173 | 1.849 | 2.560 |
| Palmito | 4.336 | 4.296 | 4.274 | 4.133 | 3.923 | 3.664 |
| Pequi (amêndoa) | 765 | 741 | 698 | 890 | 646 | 604 |
| Pequi (fruto) | 22.078 | 27.868 | 63.820 | 61.636 | 48.018 | 51.371 |
| Piaçava | 8.481 | 7.679 | 7.912 | 7.498 | 6.642 | 6.859 |
| Pinhão | 9.561 | 9.374 | 10.605 | 12.485 | 13.377 | 12.120 |
| Tucum (amêndoa) | 401 | 374 | 360 | 374 | 353 | 295 |
| Umbu (fruto) | 8.203 | 8.544 | 9.467 | 12.784 | 14.206 | 15.289 |
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
| Produto | Valor (mil R$) | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | |
| Açaí (fruto) | 780.781 | 755.371 | 862.883 | 869.117 | 873.210 | 853.147 |
| Babaçu (amêndoa) | 121.575 | 114.537 | 89.383 | 75.895 | 74.994 | 68.831 |
| Borracha (látex coagulado) | 4.835 | 5.364 | 8.253 | 8.496 | 9.765 | 18.316 |
| Buriti | 3.119 | 3.009 | 2.964 | 3.385 | 2.904 | 2.785 |
| Carnaúba | 4.502 | 4.560 | 4.403 | 4.174 | 4.290 | 4.224 |
| Carnaúba (cera) | 18.426 | 19.954 | 21.666 | 21.247 | 16.782 | 14.862 |
| Carnaúba (pó) | 249.604 | 280.833 | 292.297 | 312.210 | 274.150 | 209.499 |
| Castanha-de-caju | 5.593 | 6.757 | 7.398 | 7.344 | 6.000 | 5.814 |
| Castanha-do-pará | 172.645 | 174.072 | 122.479 | 154.903 | 178.829 | 172.252 |
| Copaíba (óleo) | 5.204 | 5.132 | 5.242 | 5.584 | 10.717 | 12.865 |
| Cumaru (amêndoa) | 5.414 | 3.834 | 3.262 | 3.521 | 4.610 | 5.425 |
| Erva-mate | 527.234 | 516.815 | 695.596 | 858.849 | 682.078 | 589.570 |
| Jaborandi (folha) | 1.647 | 1.596 | 1.607 | 1.502 | 2.008 | 1.188 |
| Licuri (coquilho) | 2.060 | 1.833 | 2.038 | 2.090 | 2.324 | 2.651 |
| Mangaba (fruto) | 4.982 | 5.122 | 6.060 | 6.316 | 5.220 | 6.954 |
| Palmito | 20.644 | 21.838 | 22.482 | 21.463 | 21.124 | 18.875 |
| Pequi (amêndoa) | 3.938 | 3.746 | 3.674 | 4.192 | 4.002 | 3.728 |
| Pequi (fruto) | 24.743 | 25.960 | 56.232 | 55.588 | 51.599 | 65.750 |
| Piaçava | 16.401 | 12.121 | 15.342 | 14.586 | 12.749 | 14.037 |
| Pinhão | 32.849 | 36.346 | 50.935 | 50.075 | 54.488 | 61.899 |
| Tucum (amêndoa) | 1.498 | 1.287 | 1.218 | 1.223 | 1.136 | 824 |
| Umbu (fruto) | 11.412 | 12.622 | 14.771 | 19.877 | 21.520 | 24.328 |
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1 Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Em 2023, os produtos extrativistas alimentícios representaram 84% do valor total comercializado de produtos não madeireiros. Esses produtos desempenham um papel crucial na economia de muitas comunidades rurais e na conservação da biodiversidade, principalmente em regiões onde o extrativismo é uma prática sustentável.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Os principais produtos alimentícios extraídos em 2023 foram: erva-mate (426 mil t), açaí (239 mil t), pequi (51 mil t) e castanha-do-pará (35 mil t). A amêndoa de babaçu foi o principal produto oleaginoso extraído, totalizando cerca de 27 mil toneladas. Esses produtos têm importância cultural, social e econômica, com grande potencial para a indústria alimentícia e farmacêutica.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
Nas figuras seguintes estão indicados os estados onde se concentram as extrações dos principais produtos extrativistas não madeireiros. A erva-mate é extraída naturalmente na região Sul do Brasil, enquanto o açaí e a borracha natural são predominantes na região Norte. A castanha-de-caju, por sua vez, é extraída principalmente na região nordeste do país.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
Produtos colhidos de lavouras
Entre os principais Produtos Florestais Não Madeireiros provenientes de lavouras permanentes, destacam-se o açaí, borracha coagulada, amêndoa de cacau e castanha-de-caju. Não foram identificadas áreas cultivadas para pequi ou castanha-do-pará na pesquisa PAM/IBGE. As regiões de área colhida em hectares, dos principais produtos não madeireiros registrados pela PAM em 2023 estão representados nas figuras seguintes.
Fonte: Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
Fonte: Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
Fonte: Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
Fonte: Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
| Produto | Produção (t) | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | |
| Açaí | 1.301.472 | 1.399.828 | 1.477.718 | 1.483.499 | 1.699.779 | 1.696.485 |
| Borracha (látex coagulado) | 332.861 | 362.388 | 376.898 | 399.753 | 420.134 | 463.401 |
| Cacau (em amêndoa) | 239.318 | 259.451 | 269.740 | 302.126 | 301.026 | 296.145 |
| Castanha-de-caju | 141.386 | 138.597 | 139.321 | 111.012 | 147.184 | 127.931 |
| Erva-mate (folha verde) | 509.949 | 522.259 | 527.546 | 557.927 | 618.601 | 736.893 |
| Palmito | 107.386 | 112.991 | 110.190 | 110.765 | 109.776 | 108.459 |
| Urucum (semente) | 16.613 | 15.637 | 13.666 | 12.252 | 11.846 | 13.075 |
Fonte: Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
| Produto | Valor (mil R$) | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | |
| Açaí | 3.586.437 | 3.883.004 | 5.775.047 | 5.975.521 | 6.466.573 | 8.056.995 |
| Borracha (látex coagulado) | 988.017 | 1.123.324 | 1.200.239 | 1.685.428 | 1.971.211 | 1.400.243 |
| Cacau (em amêndoa) | 2.858.103 | 3.222.524 | 4.012.758 | 4.478.544 | 4.325.344 | 4.633.660 |
| Castanha-de-caju | 506.026 | 494.594 | 557.153 | 537.258 | 620.065 | 453.163 |
| Erva-mate (folha verde) | 562.294 | 617.783 | 716.853 | 815.790 | 890.476 | 957.714 |
| Palmito | 382.836 | 383.987 | 368.711 | 355.751 | 423.949 | 412.144 |
| Urucum (semente) | 107.485 | 61.837 | 61.010 | 78.405 | 99.510 | 161.704 |
Fonte: Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
1 Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Comparação entre produção por extração e colheita
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
Para o produto açaí, a produção a partir de lavouras permanentes (1,7 milhões t) foi muito superior à extração em áreas de vegetação nativa (238 mil t) em 2023. Acre, Amapá e Maranhão são os estados que ainda mantém grande parte de sua produção de açaí por meio de práticas extrativistas.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
A maior parte da produção de borracha (látex coagulado) provém de lavouras permanentes (463 mil t), destacando São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Bahia que juntos produzem 91% da produção nacional. Uma pequena parte, cerca de 0,3%, provém de vegetações naturais em Acre, Amazonas e Rondônia, principalmente.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
Quanto a produção de castanha-de-caju, 99% do produto é proveniente de lavouras permanentes (128 mil t), destacando Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí como os maiores produtores em 2023.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
A erva-mate é um produto de grande relevância no Sul do Brasil, região que foi responsável por 99% da produção nacional em 2023. O Paraná é o maior produtor da erva com 737 mil toneladas em 2023, sendo 50% destas de origem extrativista.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
As figuras seguintes apresentam uma comparação ao longo do tempo entre os dados de produtos oriundos do extrativismo e dos produtos procedentes das lavouras. Essa comparação reforça a necessidade de um equilíbrio entre o extrativismo sustentável e o cultivo permanente, uma vez que ambos os sistemas têm o potencial de contribuir para a economia rural e a conservação dos ecossistemas.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a) e Pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM/IBGE, 2024b).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Produtos de florestas plantadas
Quanto aos Produtos Florestais Não-Madeireiros provenientes de florestas plantadas (silvicultura), as publicações do IBGE identificaram a casca de acácia-negra, folhas de eucalipto e resina. A produção desses recursos florestais provenientes de áreas plantadas evidencia a importância da silvicultura para suprir a demanda de recursos vegetais.
| Produto | 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Quantidade (t) | Acácia-negra (casca) | 145.423 | 186.704 | 180.018 | 200.222 | 153.005 | 99.039 |
| Eucalipto (folha) | 84.354 | 86.656 | 82.551 | 87.826 | 89.971 | 114.322 | |
| Resina | 121.162 | 127.051 | 143.478 | 161.185 | 132.363 | 142.171 | |
| Valor (mil R$) | Acácia-negra (casca) | 44.507 | 58.475 | 59.964 | 72.157 | 79.665 | 58.905 |
| Eucalipto (folha) | 6.688 | 6.807 | 6.680 | 5.212 | 4.688 | 7.501 | |
| Resina | 477.812 | 477.267 | 542.066 | 1.128.388 | 880.966 | 499.661 | |
| Preço (R$/t) | Acácia-negra (casca) | 306 | 313 | 333 | 360 | 521 | 595 |
| Eucalipto (folha) | 79 | 79 | 81 | 59 | 52 | 66 | |
| Resina | 3.944 | 3.756 | 3.778 | 7.001 | 6.656 | 3.515 |
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1 Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Fonte: Pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS/IBGE, 2024a).
1Valores corrigidos para 2023 segundo IPCA.
Produtos processados
Os principais Produtos Florestais Madeireiros Processados analisados pela Pesquisa Industrial Anual (PIA) são:
- Papel e Celulose: as fibras de celulose, extraídas das árvores, são usadas para a fabricação de papel, sendo este um setor altamente relevante dentro da indústria de produtos florestais;
- Madeira Serrada: este produto é derivado do desdobramento de toras, sendo uma das principais categorias de produtos madeireiros. Possui ampla aplicação na construção civil, desde a construção de estruturas complexas até em acabamentos e detalhes decorativos;
- Compensados e Laminados de madeira: são painéis formados por lâminas coladas e prensadas, conferindo ao material alta resistência e estabilidade. São produtos de maior valor agregado, resultantes do processamento industrial da madeira e a produção desses itens é um reflexo da sofisticação do setor e da demanda por materiais de construção e móveis de maior qualidade e resistência;
- Móveis de madeira: a indústria de móveis é outro ramo essencial dentro do setor madeireiro, e a PIA examina a produção de diferentes tipos de móveis, desde peças mais simples até itens de maior valor agregado.
A produção primária de Papel e Celulose registrou um crescimento de 6,3% entre 2019 e 2022 em comparação ao quadriênio de 2015 a 2018, com a quantidade de celulose produzida permanecendo acima de 18 milhões de toneladas durante os últimos três anos da série. Embora com menor participação no total, a produção de papel reciclado triplicou nos últimos quatro anos da série em comparação com os primeiros quatro anos.
| Produto | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | Quadriênio | Variação | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2015-2018 | 2019-2022 | ||||||||||
| Celulose | 14.007 | 14.805 | 16.169 | 20.072 | 16.343 | 18.042 | 19.074 | 19.484 | 65.052 | 72.945 | 12,10% |
| Papel e cartão | 11.156 | 11.444 | 11.094 | 11.216 | 12.001 | 10.287 | 10.281 | 10.392 | 44.910 | 42.961 | -4,30% |
| Papel reciclado | 92 | 65 | 114 | 194 | 371 | 107 | 677 | 344 | 465 | 1.499 | 222,20% |
| Total | 25.255 | 26.314 | 27.377 | 31.482 | 28.715 | 28.436 | 30.032 | 30.221 | 110.427 | 117.404 | 6,30% |
Fonte: Pesquisa Industrial Anual (PIA/IBGE, 2024c).
Os produtos secundários de papel apresentaram um aumento de 8,7% na quantidade produzida (em t) ao comparar os quadriênios 2015-2018 e 2019-2022. Os produtos secundários de papel são compostos principalmente por tipos de embalagens, que representam 68,6% do valor total desse setor. Dentre eles, destacam-se as caixas de papelão, com 35,2% do valor de produção, seguidas por embalagens impressas de papel, papel cartão ou cartolina (11,6%, no total), caixas ou outras cartonagens dobráveis de papel-cartão ou cartolina (11,0%) e sacos, sacolas e bolsas de papel (7,5%). O papel higiênico, que também faz parte do grupo de produtos secundários de papel, corresponde a 15,1% do valor total de produção desse grupo.
Fonte: Pesquisa Industrial Anual (PIA/IBGE, 2024c).
Os produtos primários da madeira (Madeira Serrada, Compensados, Laminados e Painéis) apresentaram crescimento na produção entre 2019 e 2022 em comparação com o quadriênio anterior, sendo que os painéis de fibra registraram o aumento mais modesto. O destaque foi para os laminados, que tiveram um crescimento de 122,6% no último quadriênio, com a maior alta em 2021, quando a produção triplicou em relação ao ano anterior. A produção de compensados, produto derivado dos laminados, também apresentou um aumento constante ao longo dos oito anos da série, com seu pico de crescimento registrado em 2021.
| Produto | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | Quadriênio | Variação | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2015-2018 | 2019-2022 | ||||||||||
| Madeira serrada | 5.368 | 5.070 | 5.412 | 6.677 | 7.223 | 6.376 | 8.436 | 9.743 | 22.527 | 31.777 | 41,10% |
| Compensados | 2.462 | 2.964 | 3.006 | 3.267 | 3.359 | 3.484 | 4.499 | 4.591 | 11.699 | 15.934 | 36,20% |
| Laminados | 1.371 | 691 | 727 | 638 | 629 | 809 | 2.472 | 3.716 | 3.426 | 7.626 | 122,60% |
| Painéis de fibra | 5.794 | 5.609 | 5.600 | 5.739 | 5.107 | 5.449 | 6.952 | 6.350 | 22.741 | 23.858 | 4,90% |
| Painéis de partículas | 3.544 | 2.901 | 3.266 | 3.621 | 4.207 | 4.475 | 5.975 | 4.240 | 13.332 | 18.898 | 41,70% |
| Total | 18.538 | 17.234 | 18.012 | 19.941 | 20.525 | 20.594 | 28.334 | 28.640 | 73.725 | 98.093 | 33,10% |
Fonte: Pesquisa Industrial Anual (PIA/IBGE, 2024c).
Os produtos secundários da madeira (marcenaria, produtos refinados, carpintaria, exceto móveis) apresentaram crescimento modesto de 5,3% na quantidade produzida (em mil m²) no comparativo entre os quadriênios 2015-2018 e 2019-2022. No entanto, quando a quantidade produzida desses produtos foi medida em milhões de unidades, houve aumento de 40,4%.
O valor de produção desses produtos está concentrado principalmente em portas e janelas (24,0%) e em madeira perfilada ou perfis de molduras (22,4%), representando quase metade do valor total.
Fonte: Pesquisa Industrial Anual (PIA/IBGE, 2024c).
Na produção de móveis de madeira (outro tipo de produto secundário da madeira) destacam-se os móveis de uso residencial, particularmente os armários não embutidos ou para cozinhas, que correspondem a 17,4% do valor total de produção de móveis de madeira, além de móveis de madeira para uso residencial, exceto mesas, embutidos ou para cozinhas, que representam 10,3%, e de móveis embutidos para cozinha, com 9,7% do faturamento.
Para unidades de móveis de madeiras, houve aumento significativo na produção (+141,9%), com crescimento impulsionado principalmente por componentes, partes e peças de madeira para móveis (portas, laterais, prateleiras e semelhantes), que possuem menor valor agregado em comparação a outras classes de atividades (crescimento de 179,4%). Também houve considerável aumento na produção de assentos e cadeiras de madeira, de 57,6%.
| Produtos | Unidade de medida | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019 | 2020 | 2021 | 2022 | Quadriênio | Variação | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2015-2018 | 2019-2022 | |||||||||||
| Produtos secundários da madeira (exceto móveis) | mil m | 25.024 | 28.013 | 44.849 | 39.626 | 35.021 | 23.419 | 24.394 | 25.471 | 137.512 | 108.305 | -21,24% |
| mil m³ | 4.114 | 2.485 | 1.758 | 1.776 | 2.059 | 2.427 | 2.399 | 3.318 | 10.134 | 10.203 | 0,68% | |
| mil m² | 39.076 | 28.193 | 38.360 | 35.070 | 34.806 | 34.737 | 41.671 | 36.984 | 140.700 | 148.197 | 5,33% | |
| milhão de unidades | 4.350 | 4.334 | 6.228 | 7.600 | 6.428 | 6.287 | 8.722 | 10.159 | 22.511 | 31.596 | 40,36% | |
| mil t | 26 | 25 | 41 | 49 | 75 | 84 | 195 | 134 | 141 | 489 | 246,55% | |
| Produtos secundários da madeira (móveis) | mil m² | 46.561 | 38.711 | 30.943 | 39.438 | 45.711 | 46.486 | 60.490 | 55.166 | 155.653 | 207.853 | 33,54% |
| milhão de unidades | 76 | 86 | 137 | 199 | 293 | 290 | 317 | 305 | 498 | 1.205 | 141,93% | |
| Produtos secundário de papel | milhão de unidades | 573 | 891 | 589 | 422 | 448 | 349 | 251 | 450 | 2.475 | 1.498 | -39,50% |
| mil t | 11.036 | 9.766 | 9.042 | 8.783 | 9.612 | 9.339 | 11.096 | 11.929 | 38.626 | 41.975 | 8,67% | |
Fonte: Pesquisa Industrial Anual (PIA/IBGE, 2024c).
1 Foram consideradas apenas classes de produtos medidos pela mesma unidade durante todo o período analisado.
| Produto | Classes de atividades industriais | Unidade de medida | Quantidade | Variação | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2015-2018 | 2019-2022 | Absoluta | Relativa | ||||
| Produtos secundários da madeira (exceto móveis) | Madeira densificada (MDF), em blocos, pranchas, lâminas ou perfis | mil m³ | 3.332 | 922 | -2.409 | -72,32% | |
| Madeira desbastada ou arredondada, não trabalhada de qualquer outro modo; madeira em fasquias, lâminas, fitas e semelhantes | 2.047 | 4.523 | 2.475 | 120,89% | |||
| Portas e janelas de madeira | mil m² | 75.591 | 86.784 | 11.193 | 14,81% | ||
| Tacos e frisos de madeira para assoalhos, forros de madeira, exceto de madeira folheada ou compensada | 38.508 | 16.693 | -21.815 | -56,65% | |||
| Painéis de madeira para assoalhos | 26.600 | 44.720 | 18.120 | 68,12% | |||
| Artigos diversos de madeira não especificados em outras classes | milhões de unidades | 14.703 | 17.292 | 2.589 | 17,61% | ||
| Caixotes, caixas, engradados, barricas e embalagens semelhantes de madeira | 6.831 | 13.709 | 6.878 | 100,70% | |||
| Cabos de madeira para ferramentas, vassouras, escovas, etc. | 677 | 354 | -322 | -47,63% | |||
| Obras diversas de carpintaria para construção, n.e. | mil t | 125 | 470 | 345 | 274,76% | ||
| Produtos secundários da madeira (móveis) | Armários de madeira para uso residencial, exceto embutidos ou modulados e para cozinhas | mil m² | 60.141 | 85.016 | 24.875 | 41,36% | |
| Móveis de madeira embutidos ou modulados para cozinhas | 48.344 | 92.146 | 43.802 | 90,60% | |||
| Móveis diversos de madeira para instalações comerciais, escolas, igrejas, oficinas e outras instalações semelhantes, exceto balcões e vitrines | 12.608 | 5.903 | -6.705 | -53,18% | |||
| Móveis de madeira embutidos ou modulados para uso residencial, n.e.; exceto para cozinhas | 9.431 | 4.684 | -4.747 | -50,34% | |||
| Móveis de madeira embutidos ou modulados para escritório, n.e. | 3.703 | 1.641 | -2.062 | -55,69% | |||
| Componentes, partes e peças de madeira para móveis (portas, laterais, prateleiras e semelhantes); inclusive cabeceiras para camas tipo box | milhões de unidades | 390 | 1.091 | 700 | 179,41% | ||
| Assentos e cadeiras de madeira, exceto para escritório | 10 | 17 | 6 | 57,62% | |||
| Produtos secundários de papel | Caixas de papelão ondulado ou corrugado, impressas ou não | mil t | 13.975 | 16.511 | 2.537 | 18,15% | |
| Sacos, sacolas e bolsas de papel, impressos | 1.774 | 2.779 | 1.005 | 56,63% | |||
| Cadernos | milhões de unidades | 1.568 | 1.079 | -489 | -31,18% | ||
Fonte: Pesquisa Industrial Anual (PIA/IBGE, 2024c).